segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Alto teor de enxofre agride a saúde


Na Europa e no Japão já se usa um diesel com 10 partes por milhão (ppm) de enxofre. Aqui no Brasil, porém, usa-se um diesel muito mais poluente.

O material particulado que sai dos caminhões, por exemplo, irrita olhos, nariz e garganta, além de provocar tosse seca e cansaço nas pessoas. E quem já sofre com doenças pulmonares e cardiovasculares corre o risco de ter infarto do miocárdio e morrer prematuramente.
Até 2008, as regiões metropolitanas tinham um diesel com 500 ppm de enxofre e, no interior, usava-se diesel com 1,8 mil ppm. Uma norma do Conama obrigava que no Brasil todo fosse oferecido o diesel 50 ppm em 2009, o que não ocorreu. Por meio de um acordo entre governos, Ministério Público, montadoras e Petrobrás, ficou decidido que o diesel mais limpo seria introduzido gradualmente.


Segundo a Petrobrás, a partir de janeiro de 2012 o diesel com 50 ppm de enxofre será distribuído em postos selecionados de todo o País - para uso nos veículos novos. E, em 2013, passará a ser fornecido o diesel com 10 ppm. Veículos produzidos até 2011 continuarão a ser abastecidos com diesel mais poluente.

Fonte: "O Estado de São Paulo"

Diesel, responde por 53% das emissões de CO2.

O diesel, usado principalmente no transporte de carga, é o combustível que mais tem colaborado para as emissões pelos escapamentos de dióxido de carbono (CO2), o principal gás de efeito estufa, no Brasil. Em 2009, o diesel respondeu por 53% das emissões do transporte rodoviário do País, seguido pela gasolina, com 26%.

Vilão. Principal combustível de caminhões e ônibus, diesel tem alta concentração de poluentes no País e agrava o efeito estufa.
O primeiro inventário nacional de emissões veiculares mostra que a grande participação desse derivado do petróleo nas emissões de gases que provocam o aquecimento global tende a se manter: em 2020, deve ser responsável por 49% das emissões de CO2.
Para reverter essa situação, especialistas que participaram da elaboração do relatório afirmam que o País não pode apenas centrar sua preocupação em substituir a gasolina pelo álcool, com os carros flex fuel. "A troca é importante, mas não resolverá o problema", diz André Ferreira, diretor-presidente do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), que integrou o grupo de trabalho criado pelo governo para fazer o inventário.

O álcool também emite gases-estufa, mas a cana-de-açúcar compensa parte importante dessas emissões ao absorver CO2.
O diesel tem outro problema no Brasil: possui alta concentração de enxofre, o que é bastante prejudicial para a saúde da população. Já deveria estar em uso desde 2009 no País um diesel de melhor qualidade e menos poluente, mas houve um adiamento da medida.

Segundo Ferreira, para reduzir as emissões é importante investir nos motores e em logística para melhorar a eficiência do transporte rodoviário de carga. Mas, principalmente, é preciso priorizar outros tipos de transporte, como o ferroviário.

Nos EUA, no Canadá, na Austrália e na Rússia, por exemplo, o transporte ferroviário da carga tem uma participação muito maior do que no Brasil. Na Rússia, por exemplo, o transporte de mercadorias sobre trilhos atinge 81%, contra 8% do rodoviário. Já no Brasil, 58% das cargas circulam por rodovias, enquanto 25% por ferrovias.

Expectativa. A frota do País (carros de passeio, caminhões, ônibus e motocicletas) passou de 9,3 milhões de veículos em 1980 para 38,2 milhões em 2009 - aumento de 310,7%. As emissões de CO2 do transporte rodoviário passaram de 65 milhões de toneladas para 167,1 milhões de toneladas (aumento de 156,6%).

Em 2020, a expectativa é de que a frota chegue a 48,7 milhões de veículos e o setor de transporte rodoviário emita 267,5 milhões de toneladas de CO2.
Por outro lado, é possível notar queda da emissão dos chamados "poluentes locais", como o monóxido de carbono (CO) e material particulado (MP), que pioram a qualidade do ar. Isso ocorreu por causa de decisões do Conama que exigiram inovações tecnológicas nos veículos e melhoria dos combustíveis.

O lançamento para a atmosfera do MP - mistura de poeiras e fumaça - cresceu até 1997, quando foram emitidas 69 mil toneladas do poluente. Em 2009, elas corresponderam a menos da metade do observado naquele ano.

Fonte: " O Estado de São Paulo"

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Importância do pH (Parte I)

Apesar de estarmos no segundo milênio da era cristã (DC) há menos de 100 anos descobrimos a existência do pH e, somente em 1934, nos Estados Unidos, é desenvolvido o primeiro equipamento confiável para efetuar medidas de pH. Foi (Peter Lauritz) Sorensen, bioquímico dinamarquês, nascido em Havrebjerg a 9 de Janeiro de 1868 quem introduziu o conceito do pH e, depois, criou a escala do pH. Sörensen definiu o  pH como sendo o logaritmo (decimal) do inverso da concentração hidrogeniônica: pH = log 1/[H+]


O conceito de íon foi introduzido por Michael Faraday (1791-1867), em 1833, a partir de seus estudos de eletrólise. Em 1853, Johann W. Hittorf (1824-1914) descobriu que os íons se moviam sob a ação de uma corrente, e que isso variava de espécie para espécie. Em 1876, Friederich W. G. Kohlrausch (1840-1910) desenvolveu um novo método para determinar a condutividade, e com isso estabeleceu a lei da migração independente dos íons




Em 1875 Louis Pasteur (1822-1895), em seus estudos de fermentação, foi o primeiro a reconhecer que a acidez real é bem diferente da acidez total, pois ácidos com mesmo número de hidrogênios ionizáveis não têm necessariamente a mesma força. Daí surgiu a necessidade de medir e exprimir essa acidez em solução, pois se tratava de uma variável importante nos procedimentos biológicos e bioquímicos em geral. Isso significa que a importância e a necessidade de quantificar a acidez se estabeleceram antes do advento do pH. Contudo, antes de Sörensen, era raro um trabalho que relacionasse o andamento de uma reação química e a acidez do meio. 

. Svante Arrhenius (1859-1927) percebeu em sua teoria de dissociação eletrolítica (1887) que a lei da ação das massas podia ser aplicada às reações iônicas. Além disso, também determinou a constante de dissociação dos ácidos e das bases, relacionando a magnitude dessa dissociação com a força do ácido ou da base. Segundo Arrhenius, ácidos são substâncias que produzem  em solução aquosa íons hidrogênio; analogamente, bases produzem íons hidroxila em solução. Com o advento da teoria de Arrehenius e os avanços das medidas elétricas, foi possível determinar a constante de dissociação da água pura, pela aplicação da lei da ação das massas. Foi Wilhelm Ostwald (1853-1932), em 1893, quem primeiro fez essa determinação, empregando uma célula de concentração.

O pH pode ser determinado usando um medidor de pH (também conhecido como pHmetro – pronuncia-se: peagâmetro) que consiste em um eletrodo acoplado a um potenciômetro. O medidor de pH é um milivoltímetro com uma escala que converte o valor de potencial do eletrodo em unidades de pH. Este tipo de elétrodo é conhecido como eletrodo de vidro, que na verdade, é um eletrodo do tipo "íon seletivo".

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Balanças - Massa do objeto multiplicada pela aceleração da gravidade...

Tem-se como certo, que as balanças tiveram origem na antiga civilização egípcia, em torno de 5000 a.C. Desde então, desenvolveram-se tipos cada vez mais aperfeiçoados, até as mais modernas balanças eletrônicas. Algumas hoje são “atômicas” e pesam, até o próprio “ar”.

Balança é um aparelho destinado a medir a massa dos corpos. O que costumamos chamar de “peso” é, na verdade, a massa do objeto multiplicada pela aceleração da gravidade. Por isso, toda balança tem que ser ajustada (“calibrada”) no local onde irá funcionar, pois, a altitude do local irá afetar o resultado da pesagem. Exemplo: uma balança calibrada em São Paulo e levada para Santos indicará um peso maior, na mesma massa, quando pesada em Santos, pois, a “coluna de ar” sobre a massa, em Santos, será sempre maior que a “coluna de ar” sobre a massa que está na balança em São Paulo, que terá 700 metros menos, que a “coluna de ar”, ao nível do mar!


Alguns dos tipos de balanças de alta precisão, realizam medições de 0,1 miligrama (balanças para aplicações científicas) e alguns modelos em microgramas (um micrograma = 10-6g ou 0,000001g). Em geral, são balanças utilizadas em laboratórios e, também, são protegidas da umidade e, ou deslocamentos de ar que podem afetar a medida da massa, por uma estrutura tipo caixa feita de vidros, ou acrílico, isolando o material a ser pesado. A essa estrutura dá-se o nome da “capela”. (Foto ao lado)

Algumas divisões clássicas das balanças são; balanças de laboratório, balanças industriais e balanças comerciais. Estas últimas, são as balanças mais percebidas pelos consumidores, pois estão envolvidas em, quase, todas as transações de compra e venda. Desde o simples pãozinho (dependendo da região, os pães são vendidos por unidade) e as famosas “100 gramas de mortadela”, até o ouro e as pedras preciosas, medidas em quilates.

Na área industrial, as balanças são aplicadas tanto nos laboratórios de pesquisa, qualidade, desenvolvimento, etc. Até no chão de fábrica, funcionando como o principal instrumento de medição do volume produzido. Seja através da pesagem pura e simples, tal como nos frigoríficos, fabricação de doces e biscoitos, pesagem de minério, seja na conversão da massa (pesagem) para contagem, uma configuração muito freqüente nas indústrias de um modo geral. Exemplos: contagem de peças (parafusos), clipes para papel, etc. aumentando a velocidade dos processos de produção, escoando-a mais rapidamente, graças às Balanças industriais que oferecem uma configuração mais abrangente que apenas a pesagem, ou medição da massa, agregando as opções de: contagem de peças, classificadora, densidade de líquido, determinação de peso específico, gramatura de papel, percentual absoluto e relativo e pesagem de animais vivos, esta última aplicação, utilizando dispositivos que permitem desprezar os efeitos dos movimentos de um animal sobre o prato da balança, indicando o peso exato do mesmo.

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Metrologia


A cada dia que passa, a metrologia torna-se mais e mais importante para o sucesso das organizações e a satisfação dos clientes.

Parte integrante dos setores de Qualidade das empresas (principalmente industriais) a metrologia se materializa nos inúmeros laboratórios metrológicos, certificados ISO 17025, para calibrar e certificar massa (peso),

A Metrologia, palavra de origem grega (metron: medida; logos: ciência) é a ciência das medições, abrangendo todos os aspectos teóricos e práticos que asseguram a precisão exigida nos processos produtivos. Uma das principais aplicações da metrologia é controlar e disciplinar os processos produtivos.

O primeiro padrão conhecido, o “cúbito real” surgiu no Egito, o e tinha como referência a medida da mão estendida e o antebraço do  faraó Khufu, durante a construção da Grande Pirâmide em sua homenagem (ano 2900 AC) Em 1875 ocorreu a Convenção Internacional do Metro em Paris (França) curiosamente, entre esses dois eventos que, de certa forma, demarcam o surgimento da metrologia, decorreram 4775 anos ou, quase 48 séculos.

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010